domingo, 28 de fevereiro de 2010

E se veio 2010

Eu já tinha falado que 2010 seria um ano e tanto.... e cada vez tenho mais certeza disso. Muita coisa acontecendo, revoluções estourando e mostrando suas caras. Eu que era professor somente de História agora também atuo na área das localizações, espaços, escalas ... enfim trabalhar com Geografia é o desafio do ano. Não que o conhecimento da disciplina seja algo distante mas as metodologias são distintas e merecem atenção. Eu aprendo um pouco a cada dia ... e que assim seja pra sempre.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Colar grau em Gabinete

Colar grau em gabinete não é lá essas coisas em termos de emoção, ainda mais quando tu é o único formando e o processo todo dura uns dois minutos. Mas fazer oquê? O negócio é registrar o momento.
Colação de Grau de emergência no IFCH da UFRGS, 18/01/2010

Professor Guazzelli, companheiro futebolístico
Meu irmão Antônio, representante do Clã dos Borsa
Dênis, colega que ataquei no corredor e prestigiou a sofisticada solenidade

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

2010: ano que promete

Começamos um novo ano... e que ano que promete!!!
Em 2010 teremos Copa do Mundo, na África. Isso é muito importante, pois pode colocar no bojo das questoes mundiais a situação atual do continente africano bem como o processo de sua formação enquanto continete fragmentado.
Os videos promocionais da Copa mostram apenas imagens esteticamente agradáveis aos olhos, deixando de lado os grandes problemas enfrentados pelos moradores das diversas regiões africanas.



O filme Mandela - Luta pela liberdade é um rico de um filme que permite mergulhar nas entranhas do processo de descolonização do continente, bem como servir como ponto de partida para problematizar a atual situação do continente.
Segue o clip do filme:

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Ciclos da Vida, Ciclos da História

Por muito tempo se aceitou a idéia de que a história poderia ser entendida pela noção de ciclos... ciclos formados por progresso, guerras, desastres e o fim.. e o recomeço, progresso, guerras...
Hoje já sabemos que a história da humanidade não pode ser reduzida a um destino previsível. Se assim fosse estariamos negligenciando aspectos da vida humana como o erro, o equívoco, o perdão, o tentar de novo, enfim, o papel do acaso na história.
Então, quando pensamos na História - não só na história das nações, das guerras... mas também a nossa História, como humano e agente do próprio destino - é fundamental que pensemos nestas possibilidades. Pois assim como modelos pré-concebidos de entendimento da história e esteriótipos ideais de pessoas perfeitas, textos prontos não dizem tudo a respeito da dinâmica da vida humana e não podem nos convencer do que sentimos e queremos.
É indispensável que levemos em consideração nosso próprio contexto, nossa própria história que por mais que esteja inserida na "grande História" tem suas singularidades e sua dinâmica própria.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Das liçoes e das questões do presente

Uma das importantes contribuições de Paulo Freire é em relação a tomada de consciência de que a educação é ideológica, pois como educador, não podemos ser neutros, a prática exige uma definição, uma tomada de posição, uma escolha entre isto e aquilo. Enfim, nos dá o exemplo: afinal, minha presença no mundo não é a de quem a ele se adapta mas a de quem nele se insere. É a disposição de quem luta para não ser apenas objeto, mas sujeito também da História. (FREIRE, 1996. pg. 54)


Adequada é a idéia que o passado deve ser sempre problematizado a partir de questões que nos preocupam no presente, caso contrário estudar o passado pode ficar sem sentido. Sendo assim, durante a aula de história, é apropriado o estabelecimento de um duplo compromisso: com o passado e com o presente (PINSKY & PINSKY, in KARNAL, 2004. pg. 23). Deste modo, o passado e a metodologia utilizada em seu ensino nas escolas devem fazer parte das problemáticas do cotidiano dos alunos e levar em conta sua diversidade cultural. Para isso vale lembrar que o professor tem como missão estabelecer articulação entre o patrimônio cultural da humanidade e o universo cultural do aluno.

Em função deste pensamento, é importante a idéia de Hilário Franco Junior de que a história do futebol não pode ser dissociada da história geral das civilizações (FRANCO JUNIOR, 2007, pg. 14). Então, a história da humanidade pode ser vista pelos gramados de futebol.

Acredito que o futebol é representativo da sociedade brasileira e dos seus significados, bem como de suas contradições. Em outras palavras, uma combinação de simbologias por meio das quais podemos estudar o Brasil.
Então, que tal questionar as questões que o futebol nos apresenta e bater uma bolinha nas salas de aula?